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Concentração no trabalho


Nelson Fukuyama*

Há uma tendência cada vez maior de eliminação de salas fechadas dentro das empresas, no sentido de se conseguir uma melhor eficiência e maior produtividade através do entrosamento de todos os colaboradores em todos os níveis. Como conseqüência, os colaboradores são levados a dividir os espaços de trabalho, em baias, tendo que se adaptar a determinadas condições para conseguir uma boa convivência com os demais colegas, o que muitas vezes não é uma tarefa fácil, apesar dos esforços das empresas.

Um dos principais problemas dos ambientes abertos é que fica muito fácil se distrair com qualquer coisa que esteja acontecendo ao redor da baia. Por mais que se queira, fica difícil controlar a conversa alta entre algumas pessoas.

Tive conhecimento de um fato acontecido recentemente em uma multinacional, onde não há divisórias para separar as diversas equipes de trabalho, exceto para alguns com cargos de gerência e diretoria. Numa dessas conversas eufóricas de pessoal de uma equipe, um funcionário incomodado usou um modo inusitado para chamar a atenção dos “bagunçeiros”. No andar existe um sino que é tocado somente em ocasiões de comemoração, seja de resultados, vendas ou pela promoção de um membro da equipe, e o funcionário incomodado foi até esse sino e o tocou várias vezes até conseguir a atenção de todos do andar (inclusive de diretores que sairam de suas salas para ouvir a “boa notícia”). No momento seguinte o que se ouviu foi um pedido de silêncio do tal funcionário e uma explicação que o barulho estava atrapalhando sua concentração. Passado o espanto inicial, claro que todos caíram na risada pela atitude daquele colega.

Afinal, este funcionário estava certo ou errado? Ele está lá para trabalhar ou para conversar? Esse fato nos faz pensar o quanto realmente é difícil conviver nos dias de hoje dentro das empresas, como adequar o perfil de colaboradores dentro de um mesmo espaço. Se alguém, como nesse caso, só produz efetivamente se estiver concentrado em sua tarefa, os ambientes abertos podem ser um grande problema.

É preciso estabelecer limites de conduta. Os funcionários devem respeitar os espaços dos demais colegas, observando pelo menos as regras conhecidas de etiqueta pessoal. E contar sempre com a compreensão dos demais, sob pena de virar piada dentro da empresa e correr o risco de “se queimar” perante os demais e perder oportunidades de uma promoção, por exemplo.

Às empresas cabem oferecer treinamentos constantes para seus colaboradores visando a melhor forma de se comportar em um ambiente de trabalho aberto.

 

* Nelson Fukuyama é Editor-Chefe do Dicas Profissionais e Diretor da Yama Educacional. Deus sempre abençoou sua carreira profissional como Consultor, Controller, Superintendente e Diretor de Finanças e Administração de diversas instituições de renome internacional.