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Empresas precisam capacitar negociadores para evitar possíveis passivos trabalhistas

Posted: 10 de abril de 2018 às 11:08 am   /   by   /   comments (0)

Após a Reforma Trabalhista, a solução de conflitos entre empregado e empregador tem se tornado comum e tem sido uma alternativa para evitar a judicialização, por isso, é importante que as empresas contem com profissionais capacitados para realizarem esses acordos.

A eficiência na gestão de possíveis falhas nas obrigações trabalhistas tem sido uma meta perseguida pelas empresas brasileiras. Mas para isso ocorrer é preciso investir em soluções alternativas para evitar que a questão vire um processo. A recém-aprovada Reforma Trabalhista já prevê a solução de conflitos entre o empregado e empregador por meio de acordos extrajudiciais. A efetividade, no entanto, só ocorrerá se as corporações investirem na capacitação dos profissionais envolvidos na negociação, alerta o juiz do trabalho Rogério Neiva.

“É essencial que a empresa tenha um profissional capacitado que saiba se portar e conduzir situações espinhosas para chegar a um acordo trabalhista vantajoso. Só assim as empresas vão conseguir economizar com essa demanda que é, geralmente, muito alta e acaba consumindo boa parte do orçamento”, afirma.

Especialista em técnicas de conciliação e negociação, o juiz explica que os acordos trazem ainda mais benefícios e garantia jurídica para as instituições, já que podem ser levados para homologação na Justiça, ganhando caráter permanente, tal como uma sentença judicial. “Trata-se de uma garantia formal de quitação de débitos da empresa com o ex-empregado”, disse.

De acordo Rogério Neiva, a primeira impressão, o ato de negociar parece simples, uma vez que é uma atividade cotidiana das pessoas. Mas esse tipo de negociação requer um profissional capacitado com técnicas específicas. “Celebrar acordos judiciais para homologação no Judiciário, o que proporciona segurança jurídica, é uma forma de gestão de passivos trabalhistas pelas empresas, inclusive de maneira preventiva. Mas para aproveitar esta oportunidade criada pela reforma trabalhista é importante contar com negociadores capacitados, dotados de conhecimento de técnicas de negociação trabalhista, o que exige treinamento”, comentou.

Perfil do Juiz

Rogério Neiva é juiz do Trabalho, ex-membro do Comitê Gestor da Conciliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), juiz auxiliar da Vice-Presidência do TST e membro da Comissão Nacional de Promoção à Conciliação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho. Mestre e doutorando em psicologia pela UnB.