Não deixe para amanhã o que deveria ter sido feito ontem

Nelson Fukuyama*

Na correria do dia a dia de trabalho profissional é comum você receber uma tarefa para ser realizada e daí você pergunta “para quando essa tarefa tem que estar pronta e entregue” praticamente já sabendo a resposta: “para ontem!”. Ou seja, parece que virou mania dentro das organizações dizer que tudo é urgente urgentíssimo e tudo deve ser feito para ontem.

Claro que há casos sobre os quais você não tem muita coisa a fazer a não ser cumprir as orientações e se esforçar para que tudo saia dentro do previsto. No caso de um acidente, de uma tragédia, por exemplo, fica impossível planejar qualquer ação. Ou em casos em que a urgência possa ter surgido de um fato novo que não dependesse de pessoas. Imagine, por exemplo, a correria dentro de uma concessionária revendedora de veículos que foi “pega de surpresa” com uma decisão do governo que pode abalar as suas vendas? Quantos colaboradores foram envolvidos em estudar estratégias e tomar decisões para evitar problemas para a sua organização, num curto espaço de tempo?

Mas, há casos em que essa “urgência” e até “urgência urgentíssima” é criada porque alguém “pisou na bola”, se esquecendo de dar andamento a uma tarefa e de repente outro alguém descobriu que uma ação deveria ter sido tomada e tinha que ser o mais rápido possível. E daí sai todo mundo cobrando alguém.

O que você pode fazer nessas situações?

A primeira coisa é não ficar questionando e querendo saber se realmente trata-se de uma ação que necessite ser tomada com urgência. Saiba que geralmente as pessoas podem estar com os ânimos bastante exaltados e você pode acabar ouvindo coisas que nem precisava ouvir ou pode você pode sofrer na pele o nervosismo das demais pessoas.

Segundo, busque a tranquilidade para encontrar uma forma de tornar produtiva a sua participação nessa hora. Um segundo de pensando e planejando uma ação pode ajudar a encontrar uma saída ou pode ajudar a pensar onde encontrar dados e informações e formas que o ajudarão a realizar a tarefa de maneira adequada. Além claro de dar tranquilidade aos demais envolvidos e trazer uma outra visão sobre a situação.

Terceiro, e também fundamental, demonstre interesse e entusiasmo ao participar das atividades realizadas em caráter de urgência. Esse comportamento irá ser bem considerado quando alguém se lembrar que você foi um dos ou foi o que mais se empenhou em desenvolver uma tarefa num momento difícil. Quem sabe seu esforço poderá valer um aumento de salário ou até mesmo uma promoção que ajudará a impulsionar a sua carreira e melhorará sua imagem dentro da organização perante os demais colegas de trabalho.

Quarto, e nem menos importante, nunca deixe tarefas se acumularem em suas gavetas ou em sua cabeça, imaginando que elas não são importantes. Muitas vezes a gente não consegue dimensionar o quanto uma ação de nossa parte pode valer para a organização e por isso mesmo não podemos correr o risco de perder oportunidades e interesses para a organização da qual somos colaboradores.

*Nelson Fukuyama é Co-Fundador, Gestor e Colunista do portal Dicas Profissionais, Diretor e Administrador da Yama Educacional e Colunista dos portais Carreira&Sucesso, da Catho e Administradores.com para os quais fala sobre comportamento no ambiente de trabalho, com base em sua trajetória profissional ascendente, de trainee de consultoria externa a diretor de empresas nacionais e multinacionais.


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