Nosso País tem esperança sim, não duvide!

Michael Ataíde*

Diz o ditado que “religião, futebol e política não se discute”. Há controvérsias, diriam alguns, no que não deixam de ter razão. Política pode, e ouso dizer “deve sim”, ser discutida, principalmente quando visa ao bem comum, à edificação da comunidade, da nação.

Não pretendo, entretanto, traçar aqui um debate político, mas sim fazer um exercício acerca do amadurecimento moral e ético do povo brasileiro. Vejamos.

Se voltarmos a um tempo passado não muito distante, veremos que aprendemos muito com os desafios que a nossa Pátria já enfrentou. Foram nebulosos os desafios políticos, econômicos e sociais. Tanto é que feridas ainda estão em processo de cicatrização após muitos deles. Quem não se lembra (ou até mesmo vivenciou) do período militar, das Diretas Já, da redemocratização, do período de inflação exorbitante, do Plano Real e da estabilização da moeda, entre tantos?

Sobrevivemos a uma época na qual a Democracia na América Latina e consequentemente no Brasil era frágil. Mas, todos contribuíram, com críticas e participação para que o País se fortalecesse como nação, como povo, como unidade política e social. Após um período desafiador, cresceu o amadurecimento social, econômico, político, moral e ético.

Saímos de um cenário no qual existia um alto índice de analfabetismo, e, em consequência, a percepção moral e ética era comprometida. O país deu um importante salto na educação e no grau de escolaridade da população, o que implica diretamente na consciência da cidadania, das leis e do direito.

Mas, o resultado desse longo processo de amadurecimento moral e ético ainda está por vir. Instituições governamentais e privadas estão investindo volumes de recursos em seus códigos de ética e de responsabilidade social e ambiental, criando setores de Compliance, com forte atuação nos negócios e nos processos.

Observa-se que atualmente a linguagem da moda é a linguagem da Ética, da Moral, da Justiça, da Generosidade, pois tudo isso reflete diretamente na consciência do cidadão, que pois entende que o ganho maior em suas vidas definitivamente não está restrito aos ganhos financeiros, mas aos ganhos éticos e morais. Ele entende que ganha mais quando trabalha em equipe, quando os objetivos do todo se sobrepõe aos objetivos individuais.

Ou seja, devemos e precisamos estar mais a par dos acontecimentos do Brasil, não apenas para ter argumentos em uma discussão em uma roda de amigos. Precisamos procurar entender o processo, como um todo, e participar ativamente, de alguma forma, das transformações pelas quais o país está passando para superar crises, até porque assim poderemos exercer de melhor maneira o nosso direito de cidadania.

*Michael Ataíde é Bacharel em Relações Internacionais com MBA em Negócios pela Fundação Getúlio Vargas


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