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O Mais Importante Primeiro

Posted: 22 de agosto de 2014 às 7:51 am   /   by   /   comments (0)

 

Marco Fabossi*

Max Schireson, presidente da MongoDB, empresa fornecedora de banco de dados para clientes como IBM, Intel e Cisco, comunicou que deixará seu cargo de Presidente (CEO) para dedicar mais tempo à família.

Em seu blog, No artigo intitulado “Why I am leaving the best job I ever had” (“Por que estou deixando o melhor emprego da minha vida”), ele menciona que as pessoas lhe perguntam sobre qual tipo carro dirige ou de que estilo de música ele gosta, mas nunca sobre como equilibra os papéis de pai e CEO.

Schireson tem três filhos (de 9, 12 e 14 anos) que vivem com sua esposa em Palo Alto, Califórnia, nos EUA. A maioria das atividades da MongoDB, porém, são baseadas em Nova York, e por conta disso, ele precisa viajar constantemente entre as duas cidades. “Durante essas viagens, tenho perdido muitos momentos de diversão da minha família, e talvez mais importante que isso, eu não estava com as minhas crianças quando nosso cachorro foi atropelado por um carro ou quando meu filho precisou de uma cirurgia (pequena, bem-sucedida e, é claro, não esperada)“, comenta Schireson.

Ele confirma que passará o comando da companhia para outra pessoa e que estará ao lado desse profissional para ajuda-lo no que for preciso “em tempo integral, mas não em tempo integral louco“.

“Eu reconheço que ao escrever isso devo estar me desqualificando para um papel de CEO no futuro. Isso vai me custar dezenas de milhões de dólares um dia? Talvez. Mas a vida é feita de escolhas. Agora, eu escolhi passar mais tempo com a minha família e estou confiante de que posso continuar tendo uma atuação significativa e gratificante no trabalho fazendo isso. No princípio, pareceu uma escolha difícil, mas quanto mais eu abraço essa escolha, mais convencido eu estou de que ela é a certa“.

Adaptado da Matéria “Conheça o CEO que abandonou o posto para ser um pai melhor” do Portal exame.com. Colaboração Paulo Alvarenga (PA)

Como mencionou Disraeli, “A vida é muito curta para ser pequena”, e cada ser humano é quem decide se ela será grande ou pequena de acordo com a maneira que vive e prioriza aquilo que é mais importante para si.

Neste caso, não existe certo ou errado, mas existe “alinhado” e “desalinhado”. Alinhado é quem vive de acordo com aquilo que acredita. Max Schireson tomou uma decisão difícil para alinhar-se com o que acredita e, apesar do custo financeiro que essa decisão possa lhe trazer, ele tem plena consciência de que nenhum dinheiro no mundo pode comprar aquilo que é mais importante para sua vida: as pessoas que ama.

Dentro desse contexto, vale refletir sobre o trabalho de Bronnie Ware, uma enfermeira que durante anos cuidou de pacientes no leito de morte, e escreveu o livro “Os Cinco Maiores Arrependimentos antes de Morrer”, que são estes:

1. Queria ter aproveitado a vida do meu jeito e não da forma que os outros queriam

O arrependimento mais comum de todos. Segundo Bronnie, quando as pessoas percebem que sua vida chegou ao fim, fica mais fácil ver quantos sonhos elas deixaram para trás. “A saúde traz uma liberdade que poucos percebem que possuem, até que a perdem”.

2. Queria não ter trabalhado tanto

Bronnie conta que esse desejo era comum a todos os homens que ela atendeu. Eles falam sobre sentir falta de ver as crianças crescendo ou da companhia de sua esposa. Isso não quer dizer que as mulheres não apresentem a mesma queixa, mas como a maior parte das pacientes da enfermeira são de uma geração mais antiga, nem todas precisavam trabalhar para sustentar a família.

3. Queria ter falado mais sobre meus sentimentos

Para viver em paz com outras pessoas, muita gente acaba suprimindo seus próprios sentimentos. De acordo com a enfermeira, alguns de seus pacientes até desenvolveram doenças por carregar esse rancor e esse ressentimento e nunca falar sobre o assunto.

4. Não queria ter perdido contato com meus amigos

“Todos sentem falta dos amigos quando estão morrendo”, afirma Bronnie. Segundo ela, muitas pessoas não percebem que sentem saudades dos amigos até as semanas que precedem sua morte.

5. Queria ter me permitido ser feliz

De acordo com Bronnie, muitas pessoas só percebem no fim que a felicidade é, na verdade, uma questão de escolha. “O medo de mudar fez com que eles fingissem para os outros e para eles mesmos que eles estavam satisfeitos quando, no fundo, tudo o que eles queriam era rir e ter mais momentos alegres”.

A vida é uma série de escolhas, por isso, escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente, escolha ser feliz.

Um grande abraço.

*Marco Fabossi, Sócio-diretor da Crescimentum – Alta Performance em Liderança, é Conferencista, Consultor, Coach Executivo e Coach de Equipe, com foco em Liderança e Coaching. Graduado pela FEI, com especialização e MBA pela Fundação Getúlio Vargas. Autor do Livro “Coração de Líder – A Essência do Líder-Coach” .Criador e Mantenedor do Blog da Liderança www.blogdofabossi.com.br