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Planeje-se para a aposentadoria
Nelson Fukuyama*
Em outros tempos atrás a preocupação de um profissional que chegava à aposentadoria era viajar, ir pescar, criar galinhas, ou mudar-se para uma cidade praiana. Aposentadoria tinha um significado de fim de carreira e até fim de vida. Poucos profissionais tinham consciência do que poderiam fazer logo após deixarem o mercado de trabalho. Esses queriam algo mais que apenas eliminar de suas vidas a grande preocupação que seria como manter o mesmo padrão de vida com o mesmo ganho mensal.
Hoje, devemos reconhecer que as coisas mudaram, felizmente, para melhor. Os profissionais são e estão melhores orientados sobre como enfrentar a fase de aposentadoria e sua saída do mercado de trabalho, uma vez que além da preocupação em manter o mesmo padrão de vida financeiro, o profissional tem que enfrentar também os desafios trazidos pelo sentimento de exclusão, ou auto exclusão, sensação de inutilidade, de incompetência, de desatualização, falta de energia de acompanhar as novas tecnologias. Hoje um profissional pode contar com a orientação segura de orientadores profissionais que ele próprio busca ou que lhe é recomendado pelas empresas em que trabalham. O que eles podem orientar?
Conseguir um bom plano de aposentadoria complementar. Ao seu salário de aposentadoria, um profissional pode acrescentar um valor adicional mensal que pode ser estudado junto a uma empresa seguradora.
Continuar prestando serviços para a mesma empresa. As empresas têm mostrado mais consideração com os profissionais que atuam como colaboradores, procurando mantê-los em seus quadros como Consultores, especialmente quando eles são diferenciais para os negócios. Elas sabem que não podem prescindir dos serviços e experiência desses profissionais.
Prestar consultoria a outras empresas e negócios. Um profissional pode criar uma empresa própria ou em conjunto com outros profissionais de seu relacionamento para oferecer serviços em sua área de experiência ou outra área afim. Muitas empresas têm dado preferência em ter um gerente temporário (ínterim management).
Investir em um negócio próprio. Muitos profissionais decidem investir seus recursos de indenizações em um novo negócio que pode tanto estar ligado à sua vida profissional ou não. Claro que esse é um assunto que deve ser bem avaliado uma vez que um negócio pode se apresentar sob excelente perspectiva para o momento mas que vai exigir muito conhecimento do profissional para “não entrar em uma fria” e perder um dinheiro que demorou a vida inteira para juntar.
Escrever um livro. Porque não compartilhar experiências profissionais e dar suas recomendações para outros profissionais através de um livro?
Participar de projetos sociais. Fazer parte de uma organização social, clube ou ainda uma entidade sem finalidade lucrativa que ajude a dar um bem estar a pessoas necessitadas é um ato de humanidade.
Certamente o que um profissional não deve fazer é temer a aposentadoria, ficar sem planejar-se para enfrentar essa fase e ficar naquela situação demonstrada por recente pesquisa multinacional feita em 12 países conduzida pela Universidade London School of Economics e divulgada recentemente pela BBC Brasil que revelou que “os brasileiros são os que mais esperam cuidados da família na velhice, são os que mais esperam ser sustentados pela família na velhice e que, apesar da perspectiva positiva sobre a terceira idade, 64% dos brasileiros disseram não estar se preparando financeiramente para a velhice. Menos de 7% das pessoas disseram estar separando dinheiro para quando pararem de trabalhar.”
* Nelson Fukuyama é Editor-Chefe do Dicas Profissionais e Diretor da Yama Educacional. Deus sempre abençoou sua carreira profissional como Consultor, Controller, Superintendente e Diretor de Finanças e Administração de diversas instituições de renome internacional.