Pages Navigation Menu

 

Que tal ser um Técnico de Futebol?


 

Por Nelson Fukuyama*

Dizem que no Brasil existem 190 milhões de técnicos de futebol. É mais ou menos assim. Todo mundo gosta de dar opinião sobre a escalação de um time de futebol, todos reclamam do treinador que errou ao fazer uma substituição de um jogador durante uma partida e o time perdeu o jogo. Todo mundo quer ser técnico. Mas, ser técnico de futebol é fácil?

O técnico de futebol Rafael Andrade diz que não é fácil. Apesar de jovem ele já conquistou títulos importantes para alguns clubes de futebol e pode dar as suas recomendações para os candidatos até porque está vivendo o seu momento de ascensão dentro do esporte.

O primeiro passo, segundo ele, é entender bem de futebol. Só quem sabe tem competência para ensinar bem outras pessoas. Para conhecer e entender bem, a pessoa deve cursar uma faculdade de educação física. Isso vale para jogadores que decidem se tornar técnicos também. Enquanto estuda, num período de quatro anos, ela deve procurar algum clube para começar a atuar mesmo que sem receber uma remuneração à altura, para se acostumar com o ambiente da carreira pela qual fez a opção. Pode ser que essa pessoa tenha que se sujeitar a trabalhar com alguma atividade que não seja diretamente a de técnico.

Concluir o curso, diz Rafael, não é o ponto alto da carreira. Há o lado glamoroso da carreira mas a caminhada é difícil. A pessoa deve começar o trabalho de buscar um clube para atuar como técnico. Serão muitos contatos, telefonemas, muito “chá de cadeira” ou seja, ela terá que ter muita paciência para aguardar reuniões até chegar a uma reunião para decisão.

Haverá grande chance de que o clube interessado não esteja localizado em um grande centro econômico financeiro. Isso significa que a pessoa terá que avaliar a possibilidade de trabalhar em uma cidade fora dos grandes centros, tendo de se adaptar à vida daquela localidade, muitas vezes deixando família e conforto.

Um time de menor expressão pode se transformar em uma vitrine para um profissional. Se apresentar bons resultados em um time pequeno, o técnico poderá ter exposição para grandes times e poderá ser contratado por um deles. E se tornar um grande nome do futebol como existem grandes exemplos no Brasil. Mas, tem uma regra comum: o técnico sempre estará na corda bamba, pois poderá perder o cargo a qualquer momento, por motivos técnicos ou políticos.

Ter um diploma e estar empregado ainda não é tudo, segundo o Rafael Andrade. Isso porque o aspirante a um bom técnico precisa ainda ter qualidades especiais como ter liderança, saber trabalhar em equipe, saber comandar, saber ouvir críticas à sua pessoa e à sua profissão, ter muita persistência.

O resultado final pode valer a pena, se a pessoa não desistir antes. Então, quer pagar o preço e ser um técnico de futebol?

* Nelson Fukuyama é Editor-Chefe do Dicas Profissionais e Diretor da Yama Educacional. Teve passagens por empresas de consultoria externa (atuais PriceWaterhouseCoopers, Ernst&Young, Binah), Conglomerado Financeiro nacional (Banco Itaú e Itaúsa), e empresas multinacionais (AkzoNobel, Laporte Group PLC e Walbro) como Auditor, Consultor, Controller, Superintendente e Diretor de Finanças e Administração