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Você trabalha em Equipe ou em Bando?

Posted: 25 de setembro de 2018 às 6:00 am   /   by   /   comments (0)

Hoje em dia se observa grande preocupação para que os profissionais trabalhem em equipe, ajam em torno de um objetivo, de um plano de ação, e até há um estímulo para que eles tenham um slogan, um grito de guerra, não é verdade? Pena que na prática o que se observa é completamente diferente, o que faz com que a gente fique imaginando se muitos desses profissionais estão realmente entendendo o conceito de equipe ou se isso é mais um dos modismos que surgem de tempos em tempos no ambiente corporativo, no que eu insisto em não acreditar.

Tome, por exemplo, o caso de uma partida de futebol. Você torce por um determinado time sabendo que ele tem um elenco com ótimos profissionais, muitos deles contratados por milhões, e não pode deixar de ficar muito irritado quando vê esse time perder uma determinada partida ou empatar com um time desconhecido ou de menor porte. “Como é possível”, diz você, “esses profissionais parecem que não jogam em equipe, parecem que não são treinados, não tem uma tática, só querem se mostrar para a torcida, não trocam passes entre si, parece um bando, não uma equipe”.

Na vida corporativa acontece exatamente assim. Quando a gente tem contato com organizações, sejam empresas que tenham fins lucrativos ou não, percebe que apesar de tanta insistência da sua direção para que os seus colaboradores trabalhem em equipe eles acabam mostrando ao mundo exterior que parecem mais um bando, e o que é pior, parecem mais um bando de loucos. Como se chega a essa conclusão? Veja.

Em certos casos fica a impressão que cada área da empresa, administração geral, marketing, vendas, produção, parece que trabalha apenas para atingir os seus objetivos e metas. Como se fossem totalmente independentes uma das outras. Com isso não cumprem metas, contrariam normas e por ai adiante.

Dentro de cada área, observa-se que os profissionais trabalham para atender aos seus interesses particulares, querendo demonstrar que são os melhores, que sabem tudo, que podem tudo sozinhos, que não precisam de ninguém, até mesmo daqueles que são membros do que deveria ser o seu time, a sua equipe.

Trabalhar de forma desunida dessa forma é ruim, mas pior é quando a situação chega a um ponto de boicote.

Pode ser o caso em que uma área da empresa, ou que se poderia chamar “feudo”, trabalha para não implantar uma ideia ou um projeto sugerido por outra área, pelo simples fato de que a inovação ou a novidade não saiu de seus quadros.

Isso pode acontecer ainda com os profissionais, quando, por exemplo, eles fazem tudo para não acatar uma ideia ou uma sugestão trazida por um colega. Motivo: simples antipatia pelo colega, por incrível que possa parecer.

A situação fica mesmo pior quando o resultado desse trabalho em bando e não equipe fica visível para o mundo exterior à empresa. Quando um cliente reclama porque um produto não foi recebido ou um serviço não foi prestado e ninguém sabe ao certo o que aconteceu e começa o “jogo de empurra” interno para apurar quem foi o responsável enquanto o cliente aguarda uma resposta. Quando o fornecedor não recebe o pagamento de sua fatura ou boleto bancário e ninguém está preparado para dar uma orientação segura sobre a situação para recebimento.

Mas, a nossa preocupação aqui é qual deve ser a postura de um profissional quando se depara com essa situação de trabalho em equipe ou bando. Sua imagem não pode ficar desgastada perante os demais colegas, perante a empresa e o mercado de trabalho.

Para mim, ele deve acima de tudo se demonstrar um agregador. Nada de criar ou estimular um clima de segregação dentro da empresa, entre áreas e/ou colegas de trabalho, pelo contrário, deve procurar retirar as barreiras que venham a surgir no ambiente, esclarecendo as situações junto aos seus colegas em todos os níveis hierárquicos e fazendo todo o esforço para que ele mesmo e os demais colegas venham de fato a ser uma equipe (e não um bando).

Os resultados disso virão e serão notados. E isso poderá ser um excelente fator de vantagem para sua ascensão dentro da empresa atual ou ainda em outras empresas pelas quais vier a ser contratado no futuro.

*Nelson Fukuyama é Gestor e Colunista do portal Dicas Profissionais, Diretor da Yama Educacional, Colunista dos portais Carreira&Sucesso da Catho e da Revista Atitude Empreendedora, Palestrante do Dicas Profissionais Highlights 2013. Usa sua trajetória profissional ascendente, de trainee de consultoria externa a diretor de empresas nacionais e multinacionais para falar sobre comportamentos no ambiente de trabalho.