Uma revolução nos empregos vem por aí. Você está preparado?

 

João Roncati*

De tempos em tempos o mundo passa por grandes transformações. Estes momentos da humanidade trazem profundas alterações das relações sociais, na composição da cultura e na dinâmica da economia. O maior impacto, não obstante, ocorre no universo dos homens: seus interrelacionamentos, as formas de gerar renda ou valor, no seu legado.

Um estudo da Oxford University’s do Departmento de Engenharia: “The Future of Employment: How Susceptible Are Jobs to Computerisation?,” escrito por doutor Michael A. Osborne, do Department of Engineering Science and Dr Carl Benedikt Frey, estima que 47% dos empregos serão automatizados nos próxmos 10 anos.

O que vai mudar de fato? Devemos ser otimistas? Ou pessimistas? Ninguém sabe ao certo.

O que sabemos é que um conjunto de competências pessoais será necessário, e urgente.

Mas é possível ver que o futuro será diferente e algumas tendências impõem-se. É fundamental antecipar quais competências são necessárias para se destacar e se manter no mercado de trabalho. Em nossas “andanças”, verificamos que algumas competências hoje já são importantes, na Indústria 4.0 serão mais ainda:

Capacidade analítica e uso de bases de dados
A tecnologia já está gerando dados e munindo as lideranças de números que são essenciais para embasar as tomadas de decisão. Faz-se necessário possuir competência para realizar análise e para avaliar todas as informações recebidas, dando suporte ou decidindo qual o caminho que irá mobilizar para os melhores resultados.

Interdisciplinaridade e trabalho em equipe
Perceber que o trabalho precisa ser feito a partir da somatória não-linear de diferentes especialidades, campos de conhecimento e/ou pesquisa. Mesma a “carreira” como a conhecemos, passa a ser não-linear e exigir o conhecimento da geração de valor interdisciplinar.

Pensamento sistêmico
Esta competência é base para decisores e estrategistas. Preconiza a capacidade de escolher variáveis num cenário complexo e, acima de tudo, “enxergar” a dinâmica de influencia ou dependência entre estas variáveis e os cenários resultantes.

Busca contínua pela Eficiência
A adoção maciça de tecnologia poderá nos levar à uma queda de custos e despesas, mas também redução das barreiras competitivas. Um dos pilares mais importantes da sustentabilidade é a capacidade de ser eficiente e eficaz sempre.

Disposição de trabalho cooperativo e baseado em diversidade (de ideias e origens)
O trabalho cooperativo acelera as curvas de aprendizado, amplia muito a capacidade analítica e criativa e constrói coesão sem uniformidade de pensamento. É a condição mínima para a convivência com diversidade cultural e intelectual, base para a inovação e flexibilidade.

Além destas competências, ter autoconhecimento para entender quais são os seus talentos e também as deficiências ajudará a prever possíveis falhas, mantendo-se alerta e por consequência errando menos. O ajuste de auto-imagem possibilita uma adaptabilidade maior e mais precisa, fortalecimento das alavancas internas e compensação das possíveis fragilidades.

Inovação continuará a ser um “mantra”, mesmo que as vezes represente menos que o seu alarido. Ainda estamos aprendendo a conviver com a estabilidade mínima de processos que provêem a alta produtividade junto com a volatilidade das estruturas, formas de trabalho e organização de muitos relacionamentos no ambiente de trabalho.

*João Roncati é diretor da People + Strategy, consultoria de estratégia, planejamento e desenvolvimento humano. Mais informações: http://www.peoplestrategy.com.br/


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